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Eu devo dar felicidade a meu filho? Sim. A verdadeira.

sábado, 15 de outubro de 2011 | Colégio Shalom

Eu tenho o dever de buscar dar felicidade a meu filho? Sim. Tenho o dever de buscar dar do bom e do melhor a meu filho? Sim. Tenho o dever de dar tudo o que eu puder que for bom pro meu filho? Sim. É estranho dizer, mas nada disso está errado. Há, porém, dois erros que podem entrar dentro destes pontos: Primeiro: achar que sou eu quem vai ser o responsável final quanto a isto pra meu filho. E segundo: fazer isto da maneira errada confundindo satisfação momentânea e midiática com os verdadeiros valores e realizações.

Ou seja, se na minha mais profunda identidade há o chamado a amar meu próximo como a mim mesmo, e de fazer com os outros o que desejo para mim mesmo, quanto mais para com meus filhos, aqueles que me são confiados. Isto é algo que faz parte da missão dos pais, dar o que há de melhor para o filho, levá-lo às mais altas realizações, levá-lo a encontrar e viver a felicidade real. Não, não há nada de errado nisto. Pelo contrário, os pais, sem ser esta a obsessão de sua vida - é algo que faz parte dela, mas não é esta sua vida - devem buscar fazer isto a todos, mas especialmente aos filhos.

Porém, parando para ver os erros, nos deparamos com o primeiro citado: Achar que vai ser ele – o pai (a mãe) – o responsável final por estas conquistas de seus filhos. O pai tem um dever grande de fazê-lo: ensinando, cuidando, educando, corrigindo, e especialmente testemunhando os verdadeiros valores, os verdadeiros caminhos. Dizendo sim, dizendo não. Dando, ou não dando. Deixando-os sorrindo, ou deixando-os chorando. Vacina sempre é necessário, e antes de matar, impede. Mas será muitas vezes, fazendo-os enfrentar a realidade, a vida, a espera, o valor, o mérito, o suor, o perdão, o esforço, que estarei ajudando-o a chegar a real felicidade. Engraçado dizer que para dar felicidade há uma parte de dor.

Passando agora para o segundo erro: achar que o melhor para os filhos são coisas que antes de ser boas, são péssimas. Algumas delas são péssimas por si mesmas, outras pelo tempo que não deveria ser agora, outras, pela quantidade com que chegam, e por fim, outras, pelas maneiras que chegam. Como assim: às vezes, damos a nossos filhos o que a mídia ou as luzes deste mundo lhe seduzem, isto é horrível, não estamos dando o melhor, estamos antes de ensinar o que é bom, estamos enchendo-o de um apelo terrível, cobrindo seu apetite de novidade e de descobertas, com consumismo, com imediatismo. Às vezes, vivemos até santamente com sobriedade, mas não os filhos, não deixamos eles serem sóbrios.

No outro caso há os pais que dão no tempo errado as coisas, antes da hora, por motivo errado – hoje o tempo de dar ou permitir ago está sempre se tornando o agora, o já. Em vista do “não me importune”, do “isto vai cuidar de meu filho” delegando às tarefas erradas, as babás materiais erradas, ou entretenimentos errados o que deveria ser o “Meu tempo com ele” ou o de uma atividade correta a fazer. Nisto entra o acúmulo, a falta de limites, a compra do próprio filho. E por fim, a maneira, com que se é entregue as coisas, muitas vezes sem esforço, em algo que precisaria ter, muitas vezes sem ser imbuídas dos valores verdadeiros. Algo que devia vir pelo esforço, mérito de meu filho – pois o mundo é assim – eu dou de graça, ou faço em seu lugar.

Enfim, como então dar felicidade a meu filho? É difícil dizer, mas a minha parte é a de fazer tudo o que estiver ao meu alcance. Porém, atento a buscar dar a verdadeira felicidade, e não a do consumismo, a do “midiatismo”, a do “confortismo”, a do “eu quero isso”. E da maneira correta, e não a do “vou dar ou permitir tudo a ele” por medo de enfrentar os próprios filhos.

Que Deus, o verdadeiro Pai de nossos filhos, nos ajude nesta real tarefa.

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